quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Mashups - uma nova forma de ouvir coisas velhas
Recentemente nas minhas viagens musicais pelo youtube, acabei achando uma coisa muito legal e que tinha tido pouco contato até então: os mashups. Diferentemente de um simples 'remix', onde a música ganha um novo ritmo/batida etc., um 'mashup' é uma combinação de duas ou mais músicas em uma faixa só, de modo que uma complementa a outra, por exemplo, com a base instrumental de uma e a linha de vocal de outra. Para atingir um resultado legal, as músicas tem que ter uma sonoridade parecida, em termos musicais, acho que devem ter bases harmônicas parecidas, com intervalos parecidos, enfim, o tom de uma música deve combinar com o de outra. O ritmo às vezes pode se modificar um pouquinho para se ajustar, mas quando é bem feito, se encaixa bem de qualquer forma.
Muita gente, quando ouve os mashups pela 1a vez, fala algo do tipo: "ah, mas a original é melhor". Poxa, mas CLARO que é!!! Hahaha ela foi feita, pensada em cima disso, em todos os detalhes! A graça dos mashups é justamente a coincidência, de que essa música casa com aquela de forma não-intencional, é ouvir algo velho de forma nova, é reciclar a memória musical. Alguns acabam não funcionando muito bem, ok, mas outros ficam tão bons que eu passo uma fase em que não consigo mais ouvir a música original, só a mashup :-P
Algumas combinações (como blur e nirvana) são mais óbvias, enquanto que outras (como The cure e Gorillaz), mais insólitas. Ah, e vale lembrar que o mashup só funciona se você já conhece as originais, se não fica meio aleatório rsrs.
Bom, chega de papo!!! Seguem aí alguns mashups que eu achei válidos compartilhar. E aí, qual o seu preferido?
Abreijos!
Bob Marley+Beatles (dois grandes clássicos)
Eurythmics+Adelle (metade da laranja com...a outra metade)
White Stripes+Blur+Nirvana (meio bagunçado, mas legal...gosto cada vez mais)
Gorillaz+The Cure (insólita combinação, mas muito legal tbm)
AC/DC+Queen+outros (quem consegue descobrir os outros? ;-))
Coldplay+a-ha (meio 'farofa', mas legal)
Daft Punk+Queen (aqui a voz do freddie foi modificada intencionalmente, pra ficar parecida com a 'voz' robótica que o Daft Punk usa nas músicas)
Sublime+Beatles (O Ringo é cool :-P)
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Pop pero no mucho
Há quanto tempo hein!? =)
Queria desejar um feliz 2010 a todos os que escrevem e acompanham o blog! =) Que nesse ano possamos ouvir muito as músicas que gostamos e conhecer coisas novas tão legais que a gente fica viciado e não para mais de ouvir =P
Bem, nesse momento estou assim com uma banda, que se chama The XX.
A banda se formou em 2005 em Londres, ms só lançou seu álbum no segundo semestre do ano passado.
Eu adoro classificar música (sei que uma mania besta e completamente desnecessária mas eu gosto XD), mas com esses caras foi difícil. Conversando por telefone com meu cunhado que me apresentou a banda, chegamos à conclusão de que um termo bom seria 'ethereal pop' ou 'dream pop'.
Isso porque no som deles não se ouve riffs de guitarra, batida bate-estaca ou ideologia. É um som basicamente constituídos de coisas às quais já estamos "acostumados". Por isso o "pop". Mas que, em sua combinação, não forma um som pras massas. Pop, mas não-pop. O "ethereal" ou "dream" veio porque já ouvimos esse tipo de classificação em outros estilos, que sempre eram associados a coisas mais introspectivas e "viajadas".
Eu mesmo estou numa fase mais introspectiva, então esse som deles vem bem de encontro com o que eu estou vivendo (um outro detalhe sobre a banda que eu gosto é que eles revezam e combinam vocais femininos e masculinos).
É um som, na minha opinião, pra vc ouvir quando estiver na sua casa conversando com amigos à meia-luz numa madrugada de sexta...ou sei lá, quando chegar em casa molhado da chuva depois de um dia cansativo e quiser tomar alguma coisa, secar os pés, ligar o PC e se sentir confortável...XD
Aqui vão duas músicas do CD deles, que se chama XX:
Intro
http://www.youtube.com/watch?v=L73OLaG4_kA
Heart Skipped a Beat
http://www.youtube.com/watch?v=0HThCnCjikQ&feature=related
Mas na minha opinião, é uma das raras bandas de se colocar o CD e ouvir todas as músicas. Caso gostem das duas, baixem inteiro.
Beijos e abraços, cada um pega o seu, porque preciso terminar de arrumar a mala!:D
Jay
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
White Lies
vou postar aqui uma banda relativamente "nova"...ela surgiu em 2007.
Os caras têm só um CD, até onde sei, e digo que eu ouço ele inteiro; o que costuma ser bastante raro rsrs...
Imagina uma banda que mistura indie rock com o melhor de U2, numa pegada anos 80 e um toque de Joy Division. Ta aí o White Lies!
Bem, não sou um profundo conhecedor de "indie rock", mas sei que ele começou a se tornar mais conhecida faz talvez uns 10 anos, não? Sei lá, pelo menos as 1as bandas que eu ouvi que eram chamadas de 'indie' eram The Strokes, Placebo e White Stripes, e começaram a ser mais conhecidas por volta do final da década de 90. Talvez não, mas enfim, são bandas que tocam rock 'alternativo', ou seja, que alcançam sucesso sem trabalhar com as grandes gravadoras. Sei lá se isso ainda funciona assim, uma vez que o próprio "indie" também virou mainstream :D, mas não vou enveredar no eterno debate "eu sou mais indie que você" XD
O fato é que esse termo hoje em dia designa um tipo de rock que não é clássico, nem metal, nem hard, e é influenciado tanto por elementos eletrônicos e sonoridades caraterísticas de outros estilos (daí surgem 'subtipos' do indie, como New Rave e o Dance-Punk, que flertam bastante com o eletrônico e o Punk, etc.)
Bem, dado que existem várias vertentes de indie rock, nada estranho seria se algumas delas se inspirassem em sonoridades também dos anos 80. E como todos já perceberam (inclusive através de posts aqui no blog XDD) vivemos já faz um bom tempo (uns 5 anos, talvez) um revival musical dessa época, e acredito que o White Lies se encaixa bem aqui (Junto com o Post-punk revival, mas mais alegre do que eles XD).
Então conecto esse post com os anteriores, de pegada anos 80, mas lanço a pergunta: pra vcs, musicalmente, o que lembra a palavra "fusão"? Eu ficaria doido tentando responder isso, talvez pq isso seja uma das coisas que eu mais aprecio em música.
A 1a faixa se chama "Death", e tem várias outras com letras relacionadas à morte, mas o som deles não é depressivo...pelo menos as 3 primeiras músicas pra mim são exatamente o oposto, é o tipo de som que me deixa em alto astral.
Então eu ouço sem me ligar muito nas letras, por enquanto...pq o som é fantástico. E fazia tempo que uma coisa "nova" não me empolgava tanto, mas só esse ano já descobri o Faun, com o post da Carol aqui mesmo, e agora o White Lies...esse ano tá rendendo musicalmente, tbm por outros fatores de minha vida pessoal =D
Abraços!
domingo, 16 de agosto de 2009
Timeless good times
Me juntando à onda da saudade!!hehehe
Bom, sempre fui fã da música dos anos 80, e sempre achei ela muito incompreendida. Acho que ela tira um pouco do peso político/ideológico e da complexidade da música dos anos 70 e caminha um pouco mais perto dos sentimentos cotidianos da gente, coisas singelas, por vezes até banais, mas que são belas por isso mesmo, dentro de sua despretensão. Claro que curto tbm coisas dos anos 70 etc., mas os 80s tem um lugarzinho especial dentro do meu coração musical.
A música que vou postar é "The Promise", de uma banda com o nome (estúpido, eu acho XD) de "When in Rome".
Enfim, sempre gostei muito de 80s, tanto que o que me traiu no gótico foi tbm uma pegada oitentista. Anos depois de voltar a ver a luz do dia rs, viria a conhecer um pessoal amigo da minha irmã, e eles eram os organizadores e frequentadores de uma tal "festa playmobil", que vim a descobrir ser uma balada cujo tema era "o melhor e pior dos anos 80".
Comecei a frequentar algumas dessas festas, (algumas delas rolando aqui em casa tbm XD) e acabei fazendo muita amizade com esse povo. E é uma turma grande, com muita gente da minha família que acabou se juntando tbm, e nas baladas e festas sempre rolava um clima mto legal, alto astral, uma vibe mto boa. Então, essas festas passaram a ser aquele lugar onde vc conhece e gosta de muitas pessoas e tbm sabe que elas gostam de vc, onde vc se sente bem-vindo, acolhido, feliz, e sabe que todo mundo está feliz. E como eu já curtia anos 80 por uma série de razões, como as citadas acima, agora passava a gostar mais intensamente ainda. Essas músicas passaram a me remeter à um sentimento que não sei explicar...uma mistura de uma alegria pura e plena...com uma amizade aconchegante...e aquela sensação de que tudo está indo bem...
Bom, mais recentemente a minha irmã foi-se para a Nova Zelândia com o namorado e eles estão morando lá, e eu também associei essa música com a saudade que sinto deles.Há outras dos anos 80 que me passam sensações semelhantes, mas acho que essa é a campeã.
Ok, chega de momento meloso XD
Abreijos, cada um pega o seu.
Jay.
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If you need a friend,
don't look to a stranger.
You know in the end,
I'll always be there.
And when you're in doubt,
and when you're in danger,
Take a look all around,
and I'll be there.
I'm sorry, but I'm just thinking of the right words to say. (I promise you)
I know they don't sound the way I planned them to be. (I promise you)
But if you wait around a while, I'll make you fall for me,
I promise, I promise you I will.
When your day is through,
and so is your temper...
You know what to do,
I'm gonna always be there.
Sometimes if I shout...
it's not what's intended.
These words just come out,
with no gripe to bear.
I'm sorry, but I'm just thinking of the right words to say. (I promise)
I know they don't sound the way I planned them to be. (I promise)
But if you wait around a while, I'll make you fall for me,
I promise, I promise you...
I'm sorry, but I'm just thinking of the right words to say. (I promise)
I know they don't sound the way I planned them to be. (I promise)
And if I had to walk the world, that'd make you fall for me,
I promise you, I promise you I will.
I gotta tell ya, I need to tell ya, I gotta tell ya, I gotta tell ya...
I'm sorry, but I'm just thinking of the right words to say. (I promise)
I know they don't sound the way I planned them to be. (I promise)
But if you wait around a while, I'll make you fall for me,
I promise you, I promise you...
I'm sorry, but I'm just thinking of the right words to say. (I promise)
I know they don't sound the way I planned them to be. (I promise)
And if I have to walk the world, that'd make you fall for me,
I promise you, I promise you I will ...
I will...
I will...
I will...
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Magic Castle
German | English |
Zauberschloss mein königreich zu deinen füssen
| Magic Castle My kingdom to your feet
|
Antes de mais nada quero deixar bem claro que, como bom geógrafo que sou, tenho mania de colocar as coisas em padrões, categorias e definições. Então eu vou ser chato e ficar usando termos musicais de estilos, gêneros e tendências, etc, coisas que só os DJs normalmente precisam saber. Mas não precisam fazer isso quando forem postar, ok? Eu só faço pq gosto.
Vou começar já com algo relacionado à 'cena gótica' \o/ =P
Bom, ao ouvirem essa música, perceberão que gótico não é só The Cure. Tem muita coisa que está associada à subcultura gótica/darkwave que não aparece por aí.
Lá por meados dos anos 80, já existia a música eletrônica, e o lado alternativo desta veio com a sigla EBM (Eletronic Body Music), estilo popularizado pela banda Front242. Vcs devem conhecer Headhunter de ouvido, se não posso, postar tbm. Então, depois desses caras, que eram belgas, surgiu uma corrente, digamos assim, de bandas que tbm utilizavam essa sigla pra designar uma mistura de música eletrônica mais pop com a industrial (que era mais densa e experimental, utilizando barulhos e sons de máquinas em suas composições) e com letras normalmente agressivas e com tom de revolta, crítica social ou revolução, com estética inspirada em aspectos militares e punks.
OK, em meados dos anos 90, o movimento EBM cedeu lugar àos seus filhotes, como o electro-industrial e o dark electro, e alguns destes estilos acabaram incorporando elementos góticos (gênero este que vinha de outra trajetória, do pós-punk, postarei depois). As letras, estética e temática deixaram o social e passaram a habitar os filmes de terror, o totalitarismo e ficção científica.
O resultado foi que os góticos gostaram muito disso, e o EBM e seus derivados e suas fusões com o gótico adquiriram cadeira permanente nas baladas e eventos góticos/darkwave (até surgiu o termo cyber gótico para designar uma subtribo, let’s put it this way).
Bom, a banda que postarei hoje é considerada electro-indutrial, electro-goth ou qquer coisa assim. Se chama In Strict Confidence. Surgiu no início dos anos 90 e é uma das mais conceituadas no meio.
Escolhi essa música porque ela representa bem o tipo de som deles, e porque é uma das minhas favoritas. Ela cativa os fãs góticos pela mistura de vocais graves com sons agudos de fundo (normalmente strings ou efeitos simulando uma espécie de coro), característica deste tipo de som desde a época do Joy Division no final da década de 70, e também pelas letras com influências românticas (leia-se intensas emocionalmente).
Pra mim, In Strict Confidence é foda musicalmente porque mistura os vocais distorcidos graves com sons eletrônicos agudos, e porque, conceitualmente, faz de uma base aparentemente fria e mecânica (batidas de música eletrônica) um som etéreo/inspirador. E no caso de Zauberschloss, sem perder a poesia (digo isso pq eles tbm tem coisas mais pesadas, dark, deprê, etc., mas no caso do ISC, prefiro ficar com as poéticas).
Gosto de ouvir esse som alto, nos fones antes de dormir. Fecho os olhos e viajo pelos céus congelados e nuvens altas. Coisa de gótico-climatólogo =P
http://www.shinigami.com.br/_weshuffle/zauberschloss.mp3
(Se o link não funcionar, acessem o myspace deles e é só escolher a música "Zauberschloss")
http://www.myspace.com/instrictconfidence
Anexei tbm um pedaço de uma entrevista que achei bastante interessante. Acho que a frase que resume o In Strict Confidence é quando o Dennis fala que o que eles produzem é "eletronic music with a soul"...
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O: Your lyrics became very pictorial, you are using many metaphors, which seem to attract a rather gothic-oriented audience. Is it your intention to attract a more "black" following?
DO: Our lyrics have always been pictorial. Looking at the feedback we get, that probably attracted a rather "black" audience in the past already. The main part of our audience is people that are interested in lyric. And lyrics have always been a major part of our music. The gothic people are mainly interested in lyrics, that's what they are all about. Other than, for example, the EBM audience, which has completely different interests. Just the sentence "Jesus Christus legt dir Fluegel zu Fuessen" (Jesus Christ lies wings at your feet) in the song "Become an Angel".
O: We have talked a lot about your lyrics, but not about the fact that there are more German songs than in the past. Why is that?
DO: It's nice that you are asking this way, and not just: why are you singing so much in German? I am tired of having to justify myself for writing songs in German. Isn't it weird that German bands have to justify singing in their mother language? I don't think anybody ever asked Depeche Mode why they sing in English. Some of the words I wrote together with Edgar from Melotron, who supported us on our US-Tour as a live musician. His writing is fantastic and he often helped me with the lyrics when I was at a dead end.
O: What sector, category, etc. would you say In Strict Confidence fits in?
DO: We never wanted to fit in a category - I don't like defining things. A definition always restricts you. We are making electronic music with soul.
O: The songs on the album are all very different. Starting with good dancing songs ("Zauberschloss" (Magic Castle), "Kiss your shadow"), over to more experimental drum and bass like songs ("Spread your wings"), then to a ballad ("Stern" (Star)). Everything is there. Was this intended?
DO: It was certainly meant to be this way. Nothing is more boring than having 10 songs that all sound the same. It should be special when you listen to the album. It's supposed to induce many different feelings but be conclusive altogether.
O: What is the story behind the samples in "Spread your wings" (Part 1 and 2)
DO: This song was a real challenge. A kind of multicultural project with people from various different countries. I had people record and send me the same sentence translated into their own language. These samples were worked into one song, which is divided in two parts on the album. We are working on part III already. I am still looking for languages we haven't used yet. The sentence is ""…we are angels with only one wing, in order to fly we must hold each other". It's from the Italian author Luciano de Crescendo. This worldwide cooperation, incl. Japan, Russia, Brazil etc., gives the song, and above all, the actual message behind it, a deeper meaning.